Lesões no Cotovelo

 

Epicondilite lateral ou Cotovelo de tenista (Tennis Elbow)

O termo “dor de cotovelo” pode ter alguns significados, mas para quem realmente sofre o sentido literal da palavra, sabe da dificuldade e do grau de incapacidade de se realizar movimentos com o braço.
Muito prevalente em pessoas que exigem esforço do punho e cotovelo, como trabalhadores manuais e jogadores de tênis, a epicondilite lateral, também conhecida como cotovelo de tenista (tennis elbow), causa dor no epicôndilo lateral do cotovelo (assim como o nome diz), sendo traduzido pela região ao redor do “osso de fora do cotovelo”.

Movimentos repetitivos de supinação e pronação (virar a palma da mão para cima e para baixo) com o cotovelo em quase total extensão podem causar a lesão.

Uma vez lesionado, o movimento mais prejudicado é o de extensão do punho, como por exemplo, deixá-lo levantado para poder digitar com os dedos ou pegar e levantar uma bolsa com a palma da mão virada para baixo ou até mesmo uma atividade simples como pegar uma xícara para levá-la a boca. Outros movimentos corriqueiros não pensados como escovar os dentes, pentear o cabelo, cortar algum alimento ou objeto, pegar o controle remoto e, como umas das causas mais atuais, mexer no celular, podem ajudar a desenvolver o quadro.

Já no caso dos jogadores de tênis, a batida de “backhand” com apenas uma das mãos pode se tornar um trabalho árduo.
Apesar do apelido consagrado cotovelo de tenista ou tennis elbow, apenas a minoria dos jogadores apresentam esse tipo de lesão, sendo mais prevalente em não atletas, tanto em homens ou mulheres, no início dos quarenta anos, no lado dominante.
Na fisiopatologia, o que se achava ser uma tendinite (inflamação do tendão), hoje, acredita-se que ocorre um processo de lesão tendínea ou também chamada tendinose, mais comumente na região da origem tendínea do músculo Extensor Radial Curto do Carpo, traduzindo-se pela dor na região lateral do cotovelo. Esse músculo, é um dos responsáveis em realizar o movimento de extender o punho para se realizar as atividades citadas acima. Outros músculos que podem também estarem envolvidos na lesão, são o Extensor Radial Longo do Carpo e o Extensor Comum dos Dedos, apesar de menor importância. Achados microscópios mostram um tecido regenerativo imaturo que se assemelha à hiperplasia angiofibroblástica.
O tratamento se inicia com repouso de atividades, medicações analgésicas e Anti inflamatórias. Concomitante, já se indica um trabalho fisioterápico onde diversas modalidades como ultrassom, eletroestimulação, manipulação, mobilização tecidual, alongamento, fortalecimento, contensor muscular e até mesmo infiltração podem ajudar a combater essa dor incapacitante. O tratamento é efetivo na maioria das vezes, em que cerca de 95% dos pacientes apresentam significativa melhora.

Na Ultra Sports Science, o tratamento direcionado consegue fazer uma reabilitação o mais rápido possível para o retorno das atividades.
A Ultra conta com uma equipe especializada, multidisciplinar em que a Ortopedia, Fisioterapia, Medicina Esportiva e Educadores Físicos, trabalham de maneira integrada no mesmo espaço físico e de maneira dinâmica, onde o paciente é capaz de ser tratado por todas as especialidades e modalidades de tratamento.

A Ultra integra o paciente aos profissionais para que o atendimento seja individualizado para cada objetivo pessoal.
Os poucos casos que não atingirem o resultado satisfatório, podem então optar pelo tratamento cirúrgico. Diversas modalidades de tratamento buscam ressecar a parte lesionada dos tendões acometidos.

O método escolhido depende de cada profissional, podendo ser realizada de maneira direta, percutânea ou via vídeo, a chamada artroscopia. Independente do método de escolha, os resultados são semelhantes em termos de atividade funcional, dor, satisfação pessoal comparados apos um ano de acompanhamento, segundo estudo de revisão sistemática publicado em 2017 na revista americana Hand de New York.

Portanto, o melhor método será aquele escolhido em conjunto pelo paciente e o cirurgião.

Ortopedista, Dr. Alexandre Yoiti Aoyagui

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